Lauro de Freitas (BA) recebe Liga Nacional de Vôlei

Uma das mais tradicionais competições do voleibol brasileiro está de volta em 2015. Depois de uma temporada sem ser realizada, a Liga Nacional terá nova edição este ano. .

Assim como na última edição, realizada em 2013, apenas atletas de até 22 anos poderão ser inscritos. A competição terá uma fase classificatória, prevista para julho, com os participantes divididos em cinco grupos regionais, Copa Norte, Copa Nordeste, Copa Centro-Oeste, Copa Sudeste e Copa Sul, com até seis equipes. Os vencedores avançam à fase final marcada para 17 a 31 de agosto, em sede ainda por definir.
A etapa final será disputada pelos campeões de cada copa regional mais um representante da Federação sede. Para se candidatar à sede do evento as Federações interessadas devem enviar solicitação até o dia 15 de maio.
As equipes campeãs da Liga Nacional 2015 de cada naipe estará credenciada para a Superliga B 2016, desde que cumpra as exigências estabelecidas em regulamento.
O primeiro grupo já em sede definida, a cidade de Lauro de Freitas - próxima a Salvador, recebe a regional Nordeste, entre os dias 02 e 05/07 no Ginásio da cidade.

A Liga Nacional foi criada em 2002 como uma competição de acesso à Superliga. A partir de 2013, o campeonato passou a garantir o vencedor na Superliga B. Ao todo, foram realizadas 12 edições.

Uma breve análise da geografia do vôlei brasileiro

Um texto de: Mariana Miquelino 
Publicado originalmente: linhadas5.

A cada ano a popularidade do vôlei cresce dentro do território nacional, ainda que não se tenha uma política de divulgação condizente com a qualidade técnica do esporte vivenciada no panorama atual. O que pouco se debate é a distribuição geográfica das grandes potências do país e dos patrocinadores, que claramente demarca uma concentração dos investimentos na região Sudeste.             

Dos doze times que participaram da Superliga Masculina 2012/2013, apenas dois eram representantes de estados que não compõem a região Sudeste: Canoas (RS) e Super Imperatriz Vôlei (SC). A mesma situação foi vista na Superliga Feminina; dos dez times inscritos na competição, somente o Rio do Sul (SC) simbolizou um estado à parte do eixo São Paulo/Minas Gerais/Rio de Janeiro. Ainda assim, os “estados forasteiros” estão inseridos num contexto geopolítico positivo, estando em uma região com importantes atividades econômicas e com o maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil.
        
Na mídia, são escassos os comentários acerca dos eixos secundários do esporte, dando-nos a impressão de que não são realizados campeonatos nessas localidades, o que não é verdade. Em uma rápida pesquisa pela internet sobre o tema, percebemos que a divulgação de tais torneios (muito modestos, de fato) é feita na maioria das vezes por blogs pessoais engajados na busca de uma mudança nesse cenário vergonhoso, a exemplo do Vôlei Nordeste
   Tais quais os movimentos migratórios em direção ao Sudeste decorrentes de uma procura por melhores condições de vida e maior oferta de empregos promovidos por trabalhadores de diversas áreas de atuação, os atletas acabam se transferindo para outras cidades visando o ingresso em times que ofereçam maior suporte. Alguns nomes de sucesso que enfrentaram essas dificuldades são os pernambucanos Jaqueline Carvalho (Sollys/Nestlé), Danielle Lins (Sesi-SP) e Douglas Cordeiro (Sada/Cruzeiro).
        
Em entrevista ao Vôlei Nordeste, Douglas comentou tal conjuntura: “O vôlei pernambucano está definitivamente abandonado. Imagino o tanto de atletas de grande potencial que nesses últimos anos perderam oportunidades de se tornar jogadores profissionais de vôlei por falta de investimentos nessa área”. E complementa: “Sabemos que são vários fatores que contribuem para o sucesso de um projeto esportivo. Os patrocinadores têm que ter uma ligação afetiva com a modalidade e a mídia tem que fazer sua parte. Isso a gente não vê aí no Nordeste, pelo menos com o vôlei. (...) Infelizmente o que chama mais atenção são equipes que investem milhões. Como isso não acontece no Nordeste, dificilmente teremos mudanças nesse sentido”.
        
A jogadora paulista Fofão (Unilever) também falou sobre o assunto ao ser entrevistada pelo portal de notícias baiano A Tarde: “Vou te falar, nunca ouvir falar da Bahia no esporte. Não só no vôlei como em outros esportes. As pessoas deviam incentivar um pouco mais, sabemos que do Nordeste saem muitas jogadoras. Todo lugar tem um talento escondido, na Bahia também tem. Caberia dar essa oportunidade, fomentar o esporte. Pena não ter um ginásio. Se tivesse, quem sabe não veríamos novas promessas?”.
        
A falta de ginásios com a estrutura necessária para receber jogos de grande porte é apenas mais um dos problemas enfrentados tanto por atletas quanto por torcedores. Partidas da Superliga ou da Liga Mundial não são realizadas nesse “eixo da exclusão” justamente pela falta de instalações adequadas. Dando minha opinião particular, imagino como é triste para os admiradores do esporte nessas regiões nunca ter a oportunidade de vivenciar a emoção de assistir aos seus ídolos brilhando dentro de quadra devido à ausência de uma política de inclusão de outros estados na crescente representatividade do vôlei nacional.
        
Solidário à presente situação, Marcelo Fronckowiak, técnico da equipe RJX, doou materiais para a Seleção Baiana Masculina de Vôlei, comandada por seu amigo Alex Rufino, ajudando a melhorar o nível da preparação para a disputa do Campeonato Brasileiro de Seleções. 

        
Iniciativas individuais como a citada acima são de fato admiráveis, mas a pergunta que não quer calar é: onde se enquadra a CBV diante disso tudo? A Confederação deveria ser a primeira a se manifestar a favor de uma maior inclusão, desenvolvendo projetos de melhoria e buscando investimentos, inclusive junto ao Governo Federal, para que o esporte possa se expandir de maneira concreta para outras regiões, mas aparentemente é mais cômodo apenas fechar os olhos para os problemas existentes. Segundo alguns, o Brasil é o país do vôlei; é uma pena que o vôlei não seja de todo o país. 

Liga Nacional na Bahia


É isso mesmo produção?! 

Segundo informações do Espaço do Vôlei, a Liga Nacional (competição que reúne equipe das 5 regiões do país) voltará a ser realizada em 2015. 

Ainda segundo o site, a primeira edição dos jogos acontecerá na Bahia, entre os dias 2 e 6 de julho. 

A fase de grupos é dividida por regiões do país. O Vôlei Nordeste apurou e ficou sabendo que a Cidade de Camaçari poderá receber a competição.  




Queremos a seleção de Vôlei no Nordeste

  
 “Segundo alguns, o Brasil é o país do vôlei; é uma pena que o vôlei não seja de todo o país”. Se você mora no Rio de Janeiro, São Paulo ou Belo Horizonte, parabéns, são os privilegiados que conseguem, além de acompanhar os jogos da Superliga, os jogos da seleção.
Agora nordestino, quando foi que você assistiu a um jogo oficial da Seleção Brasileira masculina/feminina em sua vida em solos nordestinos?
Sabemos da nossa falta de estrutura, dos nossos ginásios com capacidade reduzida de assentos, mas espera aí! Há quantos anos escutamos as mesmas desculpas e nada, nadinha muda em relação a isso?!

Ana Patrícia, mãe do João Rafael, conta sobre a experiência de ser mãe do atleta pernambucano convocado para seleção

Elas são as responsáveis por gerir, cuidar, educar. São os principais exemplos nas nossas vidas. As que sofrem mais a cada derrota, consequentemente as que vibram ainda mais a cada vitória. Acordam cedo, de madrugada, ás vezes nem dormem. Se ser mãe é uma tarefa difícil, ser mãe de atleta é ainda mais.
"Discretas ou torcedoras barulhentas, cheias de conhecimentos técnicos ou praticamente ignorantes quanto às regras do esporte, jovens ou maduras, todas as mães de atleta merecem destaque. Afinal, para o grande público, ela permanecerá sem nome, a mulher anônima por trás do sucesso do grande campeão, a mãe de alguém. Mas, para os filhos atletas, ela para sempre será reconhecida como a base sem a qual nunca viveríamos as emoções da vitória.”

Mãe dos jogadores paraibanos Klaus e Matheus, Lilian Araújo fala sobre a experiência de ser mãe de atleta


Elas são as responsáveis por gerir, cuidar, educar. São os principais exemplos nas nossas vidas. As que sofrem mais a cada derrota, consequentemente as que vibram ainda mais a cada vitória. Acordam cedo, de madrugada, ás vezes nem dormem. Se ser mãe é uma tarefa difícil, ser mãe de atleta é ainda mais.

Mãe do vice-campeão mundial André Queiroz, Paula Queiroz fala sobre relação com o filho jogador do Al-Rayyan



Imagem reprodução facebook
A assistente administrativa, Ana Paula Queiroz, de 44 anos é uma dessas mães apaixonadas pelo filho. Nas redes sociais ela não cansa de declarar o amor pelo filho. No facebook ela postou “Parabéns meu filho pela classificação. Amanhã estaremos na torcida. Amei você gritando que me ama na telinha, também te amo. (...) Estamos aqui torcendo por você. Te amamos muito. Se você me perguntar hoje qual presente gostaria de ganhar nesse dia das mães  sabe a resposta não é?! Ver vocês  campeões.”

O filho, que atualmente joga no Catar, não poupa elogios a mãe: “Ela sim, merece todas as homenagens, todo o amor que eu posso dá, todo o meu esforço. Mãe, a senhora é minha inspiradora, te amo Paulinha Queiroz!”

A mãe do atleta sempre apoiou a carreira do filho: “Apoie ele em tudo. Eu não queria me sentir culpada por alguma coisa que viesse não dar certo pra ele.” E nos momentos de decisões? “Ele soube lhe dar com as condições, porque o sonho falou mais alto.” Conta.

Mãe do jogador relevação no Mundial de Vôlei de Praia,Álvaro filho - Patricia Carvalho fala sobre a vida de mãe


Reprodução facebook
Elas são as responsáveis por gerir, cuidar, educar. São os principais exemplos nas nossas vidas. As que sofrem mais a cada derrota, consequentemente as que vibram ainda mais a cada vitória. Acordam cedo, de madrugada, ás vezes nem dormem. Se ser mãe é uma tarefa difícil, ser mãe de atleta é ainda mais.

Como disse o ex-lutador de judô Rogério Sampaio “Discretas ou torcedoras barulhentas, cheias de conhecimentos técnicos ou praticamente ignorantes quanto às regras do esporte, jovens ou maduras, todas as mães de atleta merecem destaque. Afinal, para o grande público, ela permanecerá sem nome, a mulher anônima por trás do sucesso do grande campeão, a mãe de alguém. Mas, para os filhos atletas, ela para sempre será reconhecida como a base sem a qual nunca viveríamos as emoções da vitória.”

O Vôlei Nordeste conversou com Patrícia Carvalho, mãe do paraibano, jogador de vôlei de praia Álvaro Filho.
Confira a entrevista:

Mãe do jogador de vôlei de praia Vitor Felipe, Aline Araujo conta experiência de ser mãe de atleta


Aline Araújo- reprodução facebook
Elas são as responsáveis por gerir, cuidar, educar. São os principais exemplos nas nossas vidas. São as que sofrem mais a cada derrota, consequentemente as que vibram ainda mais a cada vitória. Acordam cedo, de madrugada, ás vezes nem dormem. Se ser mãe é uma tarefa difícil, ser mãe de atleta é ainda mais.

O Vôlei Nordeste conversou com Aline Araujo, mãe do paraibano, jogador de vôlei de praia Vitor Felipe. Ela contou sobre a experiência de ser mãe de atleta e revelou o presente que gostaria de ganhar nesse dia das mães “Vê-lo com saúde e a vida lhe dando tão boas oportunidades é o meu maior presente. Vítor sempre foi muito responsável, muito correto e muito sensato nas suas decisões, hoje adulto, morando distante da família, ele se tornou um grande homem, só tenho a agradecer.”
Confira a entrevista: