Liga Nacional: Unifor perde para o Ferroviário na quarta rodada


O Ferroviário (RO) conquistou, nesta QUINTA-FEIRA (16.08), sua primeira vitória na Fase Final da Liga Nacional Feminina de Vôlei 2012. A equipe rondoniense saiu atrás, mas reagiu e superou a Unifor (CE) por 3 sets a 2 (22/25, 25/16, 23/25, 25/21 e 15/10) na abertura da quarta rodada. A partida foi disputada na Arena Multiuso, em Brusque (SC).
Com a primeira vitória em quatro partidas, a equipe da Região Norte soma seus primeiro dois pontos no torneio. A Unifor, que tem uma vitória e três derrotas, ganhou mais um ponto e agora chegou a cinco na classificação.

A programação de jogos desta quinta segue com mais duas partidas em Brusque: São Caetano (SP) x AABB/DF (DF), com início marcado para as 17h30, e Abel/FME/Brusque (SC) x ADC-Bradesco (SC), às 19h30.

Na Fase Final, os seis times que estão na disputa se enfrentam em turno único. Ao final, o terceiro e quarto lugares jogam pela disputa da terceira colocação e as duas equipes de melhor campanha se encaram na briga pelo título. O campeão da Liga Nacional Feminina terá vaga garantida na Superliga Feminina 2012/2013, desde que preencha os pré-requisitos exigidos para a disputa da principal competição entre clubes do país.


*CBV

Uma reflexão sobre a seleção brasileiro de voleibol nas Olímpiadas

 Por: Camille Carrilho 



       Orgulho, raça e determinação: são essas três palavras que definem e caracterizam a seleção masculina de vôlei brasileira e o que ela representa para aqueles que a acompanham desde 1984, quando o Brasil conquis tou a primeira medalha olímpica (prata) na história, ainda quando Bernardinho, o atual e brilhante técnico da seleção, era o levantador reserva. 8 anos depois, em Barcelona, com Maurício, Giovane, Tande, Marcelo Negrão, Carlão e tantos outros, veio a medalha histórica que colocou o voleibol brasileiro de vez no rol internacional do esporte: o tão esperado e sonhado ouro olímpico.

        Bernardo Rocha de Rezende, Bernardinho, assumiu o comando da seleção em 2001, dando início à chamada ‘Era Bernardinho’. Sob o comando deste, o vôlei masculino alcançou o eneacampeonato da Liga Mundial, sendo apenas um conquistado antes dessa era (1993, 2001, 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2009, 2010), o tricampeonato mundial, em 2002 – Argentina - (título inédito para o Brasil), 2006 – Japão - (no qual Giba foi eleito, merecidamente, o MVP (jogador mais valioso) e 2010 – Itália - (Murilo eleito também merecidamente o MVP), duas Copas do Mundo (2003 e 2007) e dois ouros nos Jogos Pan-Americanos (2007 e 2011) e um bronze (2003). 

Mas, o que consagrou a Era Bernardinho, em conjunto com todas as conquistas anteriores e com aquelas que viriam a existir, foi o ouro olímpico, em 2004 em Atenas. A vitória liderada pelo capitão Nalbert e por outros jogadores de suma importância, como Giba, Gustavo, Dante, Maurício, Ricardo, Giovane, André Nascimento e Serginho/escada (o melhor líbero do mundo e eleito na Liga Mundial de 2009 o MPV, título inédito conquista por um líbero). 

Após esse título maravilhoso, o Brasil seguiu crescendo no voleibol e conquistando mais espaço internacional. Na próxima Olimpíada, em Pequim, 2008, Brasil chegou a mais uma final, ganhando a prata ao perder para a seleção americana o 3x1. Quatro anos depois, em Londres, após muitas críticas negativas a seleção chegou sem favoritismo (para os jornalistas e ‘torcedores’ críticos de plantão) e, desculpem-me o palavreado, calou a boca dessas pessoas ao derrotar a Itália na semifinal, com incríveis 3x0 e tornou-se a única seleção de voleibol no mundo a disputar três final olímpicas seguidas. 

O ouro, contra a Rússia não veio. O técnico russo, Vladimir Alenko, alterou o esquema tático da seleção russa, apostando no tudo ou nada. E, infelizmente, a sua tática deu certo. Colocou o central Dmitri Muserskiy como oposto e o paredão brasileiro, que havia funcionado nos sets anteriores, não consegui pará-lo. O Brasil conquistou a prata, jogou com raça até o fim e honrou a camisa brasileira. Errado quem pensa que prata não é ‘nada’, prata significa o resultado de um trabalho árduo realizado por toda a comissão técnica e por esses jogadores ao longo de todos esses anos, que sempre que perdem são criticados e apedrejados, questionando ‘cadê aquele Brasil?’, como o ponteiro Giba afirmou em uma declaração triste e emocionante após o jogo. Aquele Brasil, eu respondo a vocês, continua aqui, jogando com raça e não desistindo até o último ponto do jogo. 

A seleção chegou à final com inúmeros contratempos, com Giba, Dante e Murilo, principais ponteiros, recuperados de recentes lesões, com Vissotto lesionado na quarta de final. Porém, tudo isso foi superado. O menino Wallace entrou com confiança no lugar de Vissotto, o incrível líbero Serginho defendendo todas as bolas possíveis, Bruninho fazendo história como levantador na seleção e o técnico Bernardinho mostrando que a seleção chegou a mais uma final olímpica, pela terceira vez consecutiva, mesmo com o ‘mundo’ contra eles. 

           Uma seleção digna de respeito e amor, que é respeitada no cenário internacional, mas que, no Brasil, é criticada por uma derrota após tantos anos de conquistas e de esforços de todos os jogadores e comissão técnica. Aqueles que se dizem torcedores e só acompanham o desempenho do voleibol na Olimpíada, que dizem ter vergonha e que xingaram arbitrariamente os jogadores e o Bernardo ontem, eu digo uma coisa a vocês: vergonha tenho eu de ver essas pessoas batalhadoras que trouxeram ao Brasil um voleibol de alto nível serem criticadas sem razão alguma por vocês. Se não fossem essas pessoas, o vôlei, que, para mim, é o esporte principal no Brasil, não seria nada. 

A maioria dos brasileiros têm a triste mania de achar que bronze e prata não valem nada. Apenas chega-se a uma final olímpica e disputa por terceiro lugar os melhores do mundo. E, novamente, Brasil disputou 3 vezes seguidas uma final olímpica. O ouro? Quem não queria? É difícil tentar entender como os jornalistas e todos esses críticos de plantão pensam que esses meninos entregaram o jogo. Pelo contrário, os russos venceram por mérito deles. Os meninos foram guerreiros até o fim e quem não viu o choro do Sidão e Bruninho, o lamento de Serginho, a tristeza de Murilo, o desabafo de Giba e de todos os outros jogadores, não assistiu ao mesmo jogo que eu. 

Esse título olímpico foi conquistado, foi suado, foi difícil. Garanto que se o Brasil tivesse sido campeão olímpico ontem, não teria uma pessoa criticando. Brasileiro tem memória curta e esquece tudo o que foi conquistado por mérito dessas brilhantes pessoas, como citado no início do texto. Dói muito ver o Giba saindo triste da seleção, deixando um legado sem igual, por causa dessas críticas e dói mais ainda saber que o Bernardo, um técnico excepcional e brilhante pessoa (eu já tive a oportunidade de conversar rapidamente com ele no Mineirinho em um treino em 2009 e vi várias declarações de jogadores dizendo como ele é um alicerce para eles, tanto dentre quanto fora de quadra) pode sair da seleção, porque essas pessoas usam o Bruninho para o atingir, este que já provou que está na seleção por mérito dele e não por ser filho do Bernardo.

 As críticas são difíceis de escutar, eu sei, mas saibam que da mesma forma que existem pessoas criticando sem saber a história de vocês e o que cada um teve que superar e a história do vôlei nesse país, há também aquelas pessoas que, como eu, conhece essa história e se orgulha e chora por tudo o que vocês representaram para o vôlei e tudo o que o vôlei representa para mim. E também que apoia, perdendo ou vencendo, nos bons e nos momentos nem tão bons assim, com ouro ou sem ouro, porque respeita tudo aquilo que foi construído desde 1984, em um país considerado do futebol; um esporte que me orgulha porque eu tenho absoluta certeza e completa confiança que vocês honram a camisa brasileira e dão o sangue para nos orgulhar. E tenham uma certeza: vocês sempre fazem o dever de casa de forma maravilhosa. Um muito obrigada por não desistirem mesmo com muitas críticas contra e por fazer o vôlei se sobressair nesse país. 
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Ricardo forma dupla com paraibano Vitor Felipe


Ricardo está confirmado na etapa polonesa do Circuito Mundial de Vôlei de Praia, mas seu parceiro não será Pedro Cunha, com quem disputou os Jogos Olímpicos de Londres. Acontece que o carioca Pedro Cunha vai parar por um tempo para cuidar do joelho direito, que já o vem incomodando há alguns meses. O parceiro de Ricardo na Polônia vai ser o paraibano Vitor Felipe, de 21 anos.
Ricardo e Pedro Cunha firmaram a parceria no ano passado e tinham como principal meta as Olimpíadas de Londres. Os dois venceram as etapas da Áustria, Holanda (ambas em 2011), Polônia e República Tcheca (já em 2012) do Circuito Mundial e conquistaram a vaga para Londres 2012. Mas a dupla conseguiu um resultado aquém do esperado e foram eliminados nas quartas-de-final pelos alemães Brink e Reckerman, que acabaram se tornando campeões olímpicos.
Vitor Felipe Volei (Foto: divulgação / Fivb)
Agora com Vitor Felipe, segundo paraibano com quem Ricardo forma dupla (o primeiro havia sido Zé Marco, com quem conseguiu a prata nas Olimpíadas de Sidney 2000), Ricardo vai tentar vencer mais uma vez uma etapa na Polônia, desta vez na cidade de Jablonki.
Vitor Felipe vinha jogando ao lado do baiano Moisés, mas foi ao lado do também paraibano Álvaro Filho que conseguiu aparecer para os cenários nacional e mundial. Juntos, os paraibanos foram vice-campeões em 2009 (Inglaterra) e em 2010 (Turquia) do Mundial Sub-21. Em 2011, no Canadá, jogando ao lado do carioca Marcus Vinícius, Álvaro conseguiu a terceira colocação no mesmo campeonato.
A etapa polonesa do Circuito Mundial começa nesta quarta-feira e segue até o próximo domingo.
*GloboEsporte

Liga Nacional: Unifor (CE) que estreou com vitória, perde em sua segunda partida


 A equipe do ABC paulista superou a Unifor (CE) por 3 sets a 1 (25/20, 20/25, 25/14 e 25/18), na segunda rodada da competição, que acontece na Arena Multiuso, em Brusque (SC), e manteve a invencibilidade.

Com a vitória sobre a Unifor, que também estreou com resultado positivo na Fase Final da Liga Nacional, o São Caetano chega a seis pontos ganhos. A equipe nordestina segue com três pontos acumulados.

A líbero Tatiana, que antes de chegar ao São Caetano defendeu a Unifor por quatro temporadas, destacou o poder de adaptação do time durante a partida contra as cearenses.
“A Unifor tem um estilo de jogo muito diferente do nosso, com grande força na defesa e volume de jogo, e demoramos um pouco a nos adaptar ao ritmo delas. Passei por lá e sei que são atletas muito aguerridas, que não desistem. Quando encontramos o nosso ritmo, passamos a jogar bem e conseguimos mais uma vitória importante. Estamos muito focadas no objetivo de disputar a Superliga e esperamos seguir crescendo no decorrer da Fase Final”, diz a defensora, de 24 anos. 

Na Fase Final, os seis times se enfrentarão em turno único. Ao final, o terceiro e quarto lugares jogam pela disputa da terceira colocação e as duas equipes de melhor campanha se encaram na briga pelo título. O campeão da Liga Nacional Feminina terá vaga garantida na Superliga Feminina 2012/2013, desde que preencha os pré-requisitos exigidos para a disputa da principal competição entre clubes do país.

TABELA E RESULTADOS:http://www.cbv.com.br/v1/liganacional/jogos.asp?cat=fgF
GALERIA DE FOTOS:http://www.cbv.com.br/v1/imprensa/abrir.asp?id=1342

*CBV

Liga Nacional: Unifor busca vaga na Superliga B com novos membros na equipe


Entre os dias 20 e 25 de agosto, a cidade de Chapecó sediará a etapa final da Liga Nacional de vôlei. O Nordeste será representado pela Universidade de Fortaleza- Unifor. Além do time cearense, disputam a competição o campeão do grupo  II; Monte Cristo (GO), campeão do Grupo III; São José dos Campos (SP), campeão do Grupo IV e Aprov/Chapecó (SC), campeão do Grupo V, além de um time convidado pela CBV.

A equipe de Fortaleza  chegou a final  regional em Salvador, com 100% de aproveitamento, vencendo na final o Vitória da Bahia por 3 sets a 1. A disputa em Chapecó exigirá um bom desempenho do grupo, liderado pelo técnico Luís Marcelo, que neste ano já venceu a Liga Norte/Nordeste Universitária.

Luís Marcelo se mostrou preocupado com os desfalques na equipe que irá para Santa Catarina. Devido ao trabalho, dois jogadores importantes ( Walla e Alysson)  não poderá viajar. A solução encontrada foi o convite a três jogadores baianos, do Vitoria.  

Gindson Soares e Lailson
Os talentosos Lailson Costa que chegou recentemente da Líbia, Gindson Soares e Marlon Jackson foram às apostas para esta fase,  que garante acesso a Superliga B.  Os levantadores: Renan Amora e Rafael cartaxo; pontas: Cícero Tavares, Gindson Soares e Jhonathan Queiroz; meios: Werberson Souza, Marlon Jackson e Anderson Josué; opostos: Lailson costa e Gusttavo Lemos; liberos: Juninho lima e Ualisson Igor completam o grupo cearense. 

Ícaro/Jô e Naiana/Luciana são os campeões em Teresina


Depois de três dias de muitos jogos e calor intenso, chegou ao fim a 15ª etapa do Circuito Estadual Banco do Brasil Vôlei de Praia, encerrada neste DOMINGO (12.08), em Teresina (PI). O torneio disputado no Clube do Vôlei Teresina, última etapa do Grupo 1 da competição nesta temporada, teve as duplas Ícaro/Jô (PB) e Naiana/Luciana (CE) no topo do pódio.

Composto por Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe, o Grupo 1 do Circuito Estadual Banco do Brasil encerrou seu calendário de disputas na temporada 2012 com a competição realizada na capital piauiense.

No torneio masculino, os paraibanos Ícaro e Jô garantiram o título superando o conterrâneo Gilmário e o carioca Carlos Luciano por 2 sets a 1, parciais de 21/23, 21/16 e 15/8 na decisão. A terceira posição ficou com a dupla Lipe/Léo Vieira (CE/DF), que bateu os locais Colé e Raphael Pereira por 2 sets a 0 (21/9 e 23/23).

O título em Teresina valeu à dupla paraibana o título do Grupo 1 do Circuito Estadual Banco do Brasil. Ícaro e Jô fecharam a temporada na ponta do ranking da região, com um total de 1.640 pontos, superando Bernardo Lima e Yuri (CE/BA), que totalizaram 1.480 com a quinta colocação da etapa piauiense.

No feminino, a vitória em Teresina foi das cearenses Naiana e Luciana, que na decisão derrotaram Neide e Júlia Schmidt (AL/ES) por 2 sets a 1, parciais de 21/17, 20/22 e 15/10. A baiana Aline e a paraibana Bruna completaram o pódio depois de derrotarem as piauienses Lilian e Aline Nascimento por 2 a 0 (21/10 e 21/13) na disputa de terceiro lugar.

"Foi nosso último torneio jogando juntas nessa temporada, conversamos bastante antes desse torneio e definimos jogar o mais alegre possível e nos divertimos muito e tudo deu muito certo, fizemos um jogo super difícil contra a Aline e Bruna, vencemos o jogo da final que foi outro grande desafio e estamos muito contente com esse título", comenta a campeã Luciana. 

Falando ainda sobre o título a cearense Naiana dedicou o título a toda comissão técnica.

"Esse título eu dedico a toda comissão técnica que joga sempre junto conosco, torce por nós e quando vencemos e perdemos estamos sempre juntos. Estou muito feliz, esse título foi conquistado com muito suor, os torneios aqui em Teresina sempre são sob o Sol escaldante e vencer aqui é sempre um desafio", comenta a cearense Naiana.

A baiana Alba e a alagoana Rosimeire Lima, que terminaram a etapa piauiense em quinto lugar, foram as campeãs da região, com 1.120 pontos. Com a terceira colocação, Aline e Bruna saltaram para a segunda posição no ranking, com 920 pontos conquistados.

*Voleinet

LIGA NACIONAL FEMININA: Unifor conquista a primeira vitória da Fase Final



É da Unifor (CE) a primeira vitória da Fase Final da Liga Nacional Feminina de Vôlei 2012. A equipe cearense saiu perdendo, mas reagiu e superou a AABB/DF (DF) por 3 sets a 1, parciais de 19/25, 25/21, 25/13 e 25/23, na tarde desta SEGUNDA-FEIRA (13.08). A etapa decisiva da competição acontece na Arena Multiuso, em Brusque (SC).

Capitã do time cearense, a levantadora Ivnna, de 31 anos, comemorou a vitória na estreia e destacou a eficiência do saque da equipe no duelo com as brasilienses.
“Fizemos um jogo muito bom. As estreias são sempre complicadas e, para o nosso time, mais ainda, já que disputamos poucas competições ao longo do ano na nossa região e sentimos falta do ritmo de jogo. Começar bem nos dá uma motivação a mais para tentarmos seguir vencendo. O saque funcionou muito bem e isso foi extremamente importante”, analisa a levantadora.

Técnico da AABB/DF, Horcival Júnior acredita que a inexperiência e a queda de produtividade no saque de sua equipe foram os fatores que mais contribuíram para a virada das cearenses.

“Nossa equipe é muito jovem e não conseguiu sustentar o padrão de jogo durante a partida. Fomos bem no primeiro set e em parte do segundo, até que nosso saque parou de funcionar e o jogo ficou muito complicado. Seguimos sacando mal no terceiro set e só conseguimos nos recuperar no quarto set, quando tivemos chances de vencer, mas não conseguimos. Pagamos um preço muito alto por termos perdido a força no saque”, acredita o treinador.
A equipe cearense volta à quadra nesta TERÇA-FEIRA (14.08), às 15h30, para enfrentar São Caetano (SP). Quatro horas depois, a AABB/DF jogará contra a Abel/FME/Brusque (SC).

A rodada desta segunda prossegue com mais duas partidas: São Caetano (SP) x ADC-Bradesco (SP), às 17h30, e Abel/FME/Brusque (SC) x Ferroviário (RO), às 19h30.

Na Fase Final, os seis times se enfrentarão em turno único. Ao final, o terceiro e quarto lugares jogam pela disputa da terceira colocação e as duas equipes de melhor campanha se encaram na briga pelo título. O campeão da Liga Nacional Feminina terá vaga garantida na Superliga Feminina 2012/2013, desde que preencha os pré-requisitos exigidos para a disputa da principal competição entre clubes do país.



*CBV

Jaqueline desabafa, ganha homenagem de Paula Pequeno e chora


As ponteiras Jaqueline e Paula Pequeno, bicampeãs olímpicas pela Seleção Brasileira feminina de vôlei, deram neste domingo um exemplo de companheirismo fora das quadras. Um dia após a conquista da medalha de ouro na Olimpíada de 2012, as duas compareceram ao evento de um patrocinador, onde o depoimento emocionado de Jaqueline ganhou a solidariedade de Paula Pequeno - que, por sua vez, emocionou a colega.
Perguntada sobre seu bom desempenho na vitória por 3 sets a 1 contra os Estados Unidos, Jaqueline se lembrou de todo o ciclo olímpico, no qual passou por diversas dificuldades dentro e fora da quadra - entre elas, o aborto sofrido em 2011 e o susto protagonizado nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, quando uma queda em quadra provocou uma fratura cervical no pescoço e a tirou das competições.
"Foi espetacular por tudo que eu passei. Tive que operar o joelho, perdi um bebê, tive uma pancada na cervical e nem gosto de falar sobre isso, poderia ter ficado paraplégica. Ajudar o Brasil como eu pude ajudar me deixa muito feliz", afirmou a atleta.
Após a declaração da companheira, Paula Pequeno tomou o microfone de surpresa e deu um breve depoimento. "Você merece muito. Superou as expectativas, carregou o piano", disse a atleta do Fenerbahce. As duas se abraçaram e se emocionaram, e Jaqueline chorou, ganhando aplausos dos presentes no local.
As duas lembraram ainda do mau início do Brasil nos Jogos Olímpicos de 2012. Na primeira fase, o time venceu três dos cinco primeiros jogos e só avançou graças à vitória dos Estados Unidos por 3 sets a 0 sobre à Turquia, combinada à vitória brasileira pelo mesmo placar sobre a Sérvia. Nas quartas de final, a Seleção Brasileira venceu a Rússia por 3 a 2 de forma dramática, salvando seis match points para se classificar.
"A partir do jogo da Rússia, despertou tudo aquilo que a gente precisava", analisou Paula Pequeno. "Naquele momento, ter superado os match points a favor da Rússia... A gente só viu que a gente podia fazer mais", completou.
A opinião foi semelhante à de Jaqueline. "O Brasil sempre tem a pressão. Começamos mal o campeonato, mas foi uma fase que a gente conseguiu superar", afirmou, comemorando a presença da mãe, Joseane Pereira, em Londres. "Essa aqui foi meu guru, independente das dificuldades que a gente passou no começo da Olimpíada", declarou.
*Terra 

Zé Roberto explica por que apostou na pernambucana Dani Lins e cortou Fabíola para as Olímpiadas


Apesar de não estar presente na coletiva de imprensa desta segunda-feira (13), a levantadora Dani Lins foi citada em alguns momentos. De Fernandinha,ganhou elogios pelas belas apresentações na campanha do bicampeonato olímpico. Já o técnico Zé Roberto explicou por que apostou na pernambucana e cortou Fabíola, então favorita à vaga. 
 
“A Fabíola e a Dani têm estilos muito parecidos, enquanto a Fernandinha é completamente diferente. A Fernanda poderia mudar o estilo do jogo em um momento. Acontece que a Dani, todas as vezes que entrou, entrou muito bem. Isso deu uma tranquilidade muito grande. A Dani entrava com uma naturalidade muito grande. E a gente não pode esquecer que a Dani também foi titular em alguns campeonatos”, destacou Zé Roberto.

Dani Lins chegou a Londres na condição de reserva de Fernandinha. Após três apresentações irregulares da equipe, que resultaram em duas derrotas (para Estados Unidos e Coreia do Sul), o treinador resolveu promover a jogadora do Sesi-SP. A mudança surtiu efeito, e atletas como Fabiana, Thaísa e Sheilla subiram de produção. Como resultado, o Brasil não perdeu mais nenhum jogo até o bicampeonato olímpico. 

“A gente achou que para o momento a Dani estava melhor. No treino, a Dani se mantinha da mesma maneira, tranquila. A Dani parecia que estava jogando um campeonato qualquer. Não sei se ela tinha dimensão do que estava jogando, a gente olhava para ela e pensava: ‘será que ela sabe que está jogando uma Olimpíada?’. Em nenhum momento, a gente via a Dani para baixo”, lembrou o tricampeão olímpico.

Outro ponto que fez Zé Roberto optar pela troca foi a confiança que as atacantes deram para Dani Lins. Com muitas delas, como Fabiana, Thaísa e Sheilla, a armadora já havia jogado também em clubes, situação diferente da de Fernandinha. “Todas acreditavam na Dani. Nunca vi a Dani cometer tão poucos erros na minha vida. Pra mim, foi uma das levantadoras que mais brilhou em Jogos Olímpicos”, elogiou o comandante.

*saqueviagem

Pernambucanas do vôlei, Jaqueline e Dani Lins conquistam ouro olímpico

O vôlei em Pernambuco continua a ser basicamente um esporte amador. Mas duas das principais responsáveis pela histórica recuperação do time feminino do Brasil em Londres mostram que o estado ainda forma bons jogadores. A levantadora Dani Lins e a atacante Jaqueline começaram suas carreiras no Sport Recife e, assim como Marcelo Negrão e Pampa em Barcelona 1992, no histórico primeiro ouro do vôlei masculino, a levantadora e a ponteira trouxeram duas medalhas para Recife.  
As duas belas atletas, no entanto, superaram muitas dificuldades antes mesmo de chegarem a Londres. A campanha brasileira na Olimpíada de 2012 foi marcada pela histórica virada sobre a Rússia, por 3 sets a 2, depois de salvar seis match points. Mas, antes disso, Danielle Rodrigues Lins precisou disputar uma vaga na equipe olímpica, que só foi confirmada com o corte de Fabíola depois de ganhar a posição da titular Fernandinha.  
Já Jaqueline Maria Pereira de Carvalho, uma das principais passadoras da equipe, precisou esquecer o trauma dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara 2011, quando na primeira partida sofreu concussão cerebral e uma fratura cervical ao se chocar com a líbero Fabi.  
Os 207 dias que Jaqueline passou em recuperação coincidiram com um momento de queda de rendimento do time brasileiro. Contudo, ela ainda voltou a tempo de participar do pré-olímpico e ajudar o time do treinador José Roberto Guimarães a assegurar a vaga em Londres. A ponteira, que no início da carreira se dividia entre vôlei e basquete, hoje é uma das principais responsáveis pela boa recepção do time e também uma das opções de segurança da levantadora Dani Lins no ataque.  
As duas, por sinal, se conhecem desde os tempos de categorias de base do Sport. E seguiram a mesma trajetória em direção a São Paulo e depois começando a figurar nas convocações das Seleções de base. Jaqueline vestiu a camisa amarela pela primeira vez em 2001, no Mundial Juvenil, enquanto a levantadora chegaria a esse estágio dois anos mais tarde.
 
 

**Globo esporte