Diário de Bordo: Depoimento do baiano Lailson, ponteiro do time libanês Zahraa

Arquivo pessoal
As condições de treinamento em alguns estados nordestinos é algo lamentável. Sobreviver jogando, por equipes regionais, ainda é ofício para poucos atletas. Devido ao pouco patrocínio, jogadores destes estados são obrigados a migrarem para outras regiões, ou até mesmo outros países, onde encontram apoio e condições para sobreviver e se dedicarem exclusivamente ao  voleibol.

Aos 23 anos, o Baiano Lailson, aceitou o desafio de defender pela primeira vez uma equipe estrangeira  e trocou a cidade de Salvador pra viver por uma temporada no Líbano, onde defende a equipe Zahraa, que começa no dia 21/04 as disputas da semifinal do campeonato libanês.


Como foi o convite para jogar fora.
“Fui chamado para jogar aqui, por um amigo que jogava comigo na UPIS (time universitário, que joguei em 2010, em Brasília ), esse meu amigo Arthur Zayek, tem dupla cidadania, quando veio jogar no Líbano, o time estava procurando um oposto( a posição que eu jogo), então ele me indicou. Cheguei neste país dia 2 de novembro, treinei 2 meses com o Zahraa, até da início o campeonato Libanês no mês de Janeiro.


Dificuldades na Bahia
“Na Bahia a pior de todas dificuldades, é a falta de incentivo ao esporte, pois estrutura tem, precisamos que nossa Federação trabalhe um pouco mais.”
Pontos positivos e negativos “Os positivos, são as experiências que você ganhar de jogar, contra vários jogadores de toda parte do mundo. Conhecemos outras culturas, línguas costumes, coisa que eu nunca achei que um dia fosse acontecer, e o vôlei me proporcionou, e o salário também é um pouco melhor, não comparando a Superliga. Risos.
Já os pontos negativos, é a saudade da família, amigos, da namorada, pois é uma temporada de 7 meses.”


Estrutura
“ O time que jogo, se chama Zahraa Club, (o Ghazir, é o time que tem outros brasileiros, mas não classificaram, para a semifinal. O Zharaa, tem uma boa estrutura, esta à alguns anos sempre entre os 4 melhores time do Líbano, O time representa duas cidades, a cidade El Mina, e Tripolí. Por aqui  são  13 times,  cada time representa uma cidade, por isso existe um belo incentivo, tanto politicamente, quanto dos habitantes da cidade.”


Diferença do Brasil
“A diferencia é que no Brasil existem muitos jogadores, e muitos deles excelentes jogadores, o nível é muito mais alto do que o campeonato aqui, o país  é pequeno, acredito que não chega a 2milhões e meio de habitantes. O campeonato aumenta o nível, por causa dos estrangeiros que vem jogar os campeonatos, cada time tem direito a 2 estrangeiros. Esse ano o Zahraa tem 3, eu, Rafael de Souza (Pará), e Arthur Zayek, que por ser decente Libanês, esta jogando como libanês.”

Lailson no ataque

2 comentários:

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  2. ah Mlk, estou orgulhosa d+ de vc!!
    sucesso sempre, pois vc merece!
    bjus

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