Italianos com sangue nordestino


Imagem:CBV

 O sobrenome não deixa dúvidas sobre a nacionalidade dos irmãos Paolo e Matteo Ingrosso. Eles são italianos. Mas o que ninguém imagina é que nas veias da dupla de vôlei de praia que defendeu a Itália na etapa de abertura do Circuito Mundial 2012, em Brasília (DF), corre sangue brasileiro.

Paolo e Matteo nasceram em Fortaleza, no Ceará, em fevereiro de 1988. Quando tinham três meses de idade, foram adotados por um casal italiano, que os levou para morar em Roma. De volta ao país onde nasceram, os irmãos celebram os laços que os ligam ao Brasil na capital federal.

“Ficamos sempre muito felizes por vir ao Brasil. Temos vindo todos os anos treinar no começo da temporada e também para jogar. Este ano estivemos em João Pessoa, treinando com o Ricardo e o Pedro Cunha e foi um período muito bom para nós. Às vezes, aproveitamos as férias por aqui também. Somos muito felizes na Itália, mas nosso sangue é brasileiro. Adoro o clima do Brasil e temos muito amigos no Rio de Janeiro”, comentou Paolo, que disputa a etapa usando um boné do Botafogo.

A relação dos irmãos com o Brasil estreitou-se ainda mais nesta temporada, quando a dupla passou a ser comandada pelo ex-jogador brasileiro Paulão, que formou por muitos anos dupla com Paulo Emílio e foi campeão brasileiro em 1991.

“Moro há seis anos na Itália e montei uma escolinha de vôlei de praia lá. No começo deste ano, a Federação Italiana decidiu fazer uma mudança no trabalho com as duplas e me convidou para ser o treinador dos irmãos e da dupla Lupo/Nicolai. Estamos trabalhando duro e eles são muito esforçados e interessados, o que ajuda na evolução das duplas. Estou tentando passar um pouco da minha experiência para eles”, explica Paulão.

Medalhistas de bronze no Campeonato Mundial Sub-19 de 2006 e no Campeonato Mundial Sub-21 de 2008, os irmãos lutam para representar a Itália nos Jogos Olímpicos de Londres. Para tentar a classificação Pelo Circuito Mundial, a dupla precisa de bons resultados, já que ocupa atualmente o 34º lugar do ranking olímpico, com 1.204 pontos. Apenas os 16 melhores da classificação garantirão vaga.


Divulgação
* De Brasília, Guilherme Torres

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